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Encontro Geral (28/10)

Pauta


Objetivo Geral: Discutir a concepção de projetos do Programa e subsidiar os profissionais para desenvolvimento da escrita dos projetos e planos de ação.




Avaliação do Encontro Público: 

Zona Sul:

Comentários dos educadores: 

  • A avaliação do encontro foi positiva, apesar do transtorno na chegada dos jovens e dos atrasos;
  • As produções dos jovens pareciam refletir temas e linguagens do seu interesse;
  • A mudança no cronograma desorganizou um pouco o planejamento dos educadores e dos jovens. Essa mudança impactou especialmente os grupos que precisavam ensaiar e  a divulgação do Encontro para os parceiros;
  •  Os jovens gostaram muito de apresentar suas produções;
  • Apesar da educadora ser dançarina, ela não trabalhou essa linguagem com os jovens. A apresentação de dança foi iniciativa dos joven;
  • Os jovens gostaram muito de encontrar os outros jovens, esse foi um ponto forte do Encontro Público pois os jovens se deram conta de que o Programa está acontecendo em vários locais da cidade;
  • Produtos: apresentação de dança, apresentação de hip hop, teatro, documentário, exposição de móveis de pneus e fotos;
  • Seria ainda melhor se fosse possível encontrar com os jovens da zona leste;
  • Os jovens ficaram um pouco frustrados porque somente um dos dois vídeos foi exibido, devido à porblemas técnicos, e não havia espaço físico para expor as produções;
  • Os jovens ficaram muito entusiasmados em estar no palco, foi emocionante. Foi também uma oportunidade para que os jovens lidassem com apreciações críticas das suas apresentações;
  • É importante trabalhar com os jovens a particpação no encontro como um todo, e não apenas na sua apresentação. O educador deve trabalhar a turma neste sentido.
Zona Leste:

Comentários dos educadores:

  • Foi um ganho o Encontro Público  ter sido antecedido pelo Sarau, pois os jovens já estavam mobilizados;
  • Os jovens participaram da organização do Encontro;
  • Produtos apresentados: exposição de textos (poesia, crônica, conto), apresentações de dança(salão, cigana,black) apresentação de rap, teatro, “bancas de experimentação;.
  • Houve participação de outros jovens da comunidade e de artistas;
  • Os jovens gostaram muito do Encontro, muitos já se conheciam e isto facilitou o entrosamento;
  • Rosana cuidou muito bem da organização de todo encontro;
  • Os jovens não conhecem tanto as pessoas que trabalham no CENPEC e comparado ao ano passado, os jovens estavam mais à vontade porque foi um evento menos institucionalizado, em certo sentido;
  • Foi interessante inovar no formato do Encontro e deu muito certo, tudo foi montado no SEPAS. Também por isso os jovens ficaram mais “soltos”. As pessoas da rua conseguiam ver de fora e entravam pra assistir. Isso é muito interessante para aumentar a visibilidade do trabalho organização;
  • O atraso é um ponto crítico que precisamos trabalhar especialmente porque estávamos querendo inovar num formato menos formal. Os atrasos comprometeram a socialização das produções;
  • As turmas novas só assistiram ao Encontro, mas gostaram muito.
  •  Os jovens que frequentam a igreja não puderam estar no Encontro pois aconteceu no sábado.

Considerações finais


As apresentações artísticas (teatro, dança, músicas) são interessantes, mas não são a única forma de socializar o que foi experimentado e produzido ao longo do percusso formativo. Os diferentes temas e estratégias trabalhadas, como por exemplo as cartografias da cidade, da juventude, da comunidade, os diários de bordo, muitas vezes não são apresentadas no   Encontro Público por parecerem "produções chatas". É importante ampliarmos a visão sobre as produções, senão corremos o risco de excluir da programação do Encontro Público justamente o que mais foi significado ao longo das trajetórias. 
Ainda em relação à produção, é importante  observar quanto do que é apresentado no Encontro Público  dialoga com o trabalho que vem sendo realizado na formação desenvolvidas pelos educadores,  sem desmerecer aquilo que os jovens trazem espontaneamente. Também é importante ter um olhar crítico sobre essa produção para ajudar o jovem a aprimorar a qualidade da sua produção e expressão.


Apresentação da concepção de projeto do Programa:

Projetos Jovens e sua relevância para formação dos jovens 
O Projeto é uma estratégia privilegiada do percurso formativo do PJU, que reconhece e amplia as possibilidades da juventude participar da vida pública e dialogar com o mundo do trabalho.  Os Projetos Jovens são realizados coletivamente a partir de uma Ideia Jovem  e culminam em ações de intervenção na comunidade.
Ao realizar um projeto o jovem “põe em prática” as experiências vivenciadas no Programa e é estimulado a sair do lugar de participante para o de proponente de suas ações; aprimorando desta forma a sua capacidade de trabalhar em grupo, de planejar e de concretizar ideias.

Projetos e sua relação com a vida




Roteiro de Projeto e Plano de ação





Critérios para validação dos Projetos Jovens



Mostra dos produtos dos projetos jovens da 6ª edição











Análise dos projetos jovens da 6ª edição de SP e dos e planos de ação 1ª edição de Pouso Alegre

Destaques das considerações dos grupos:
  • Dialogar com os princípios  valores e atividades desenvolvidas no Programa;
  • O objetivo não pode ser muito amplo, no caso do plano de ação;
  • Justificativa: observar se há referência ao contexto local;
  • Plano de trabalho precisa destacar o público alvo;
  • Cuidar para não misturar o objetivo com o histórico;
  • Distinguir objetivos específicos dos gerais
  • Orçamento precisa ser bem detalhado;
  • Mesmo com pouco tempo, é importante questionar os projetos mais “clichês” ou assistencialistas que surgem como primeira ideia dos jovens;
  • Carta de parceria (é interessante o projeto contemplar documentos de parceiros, sobretudo quando implica na intervenção em espaços de outras instituições);
  • É mais fácil comunicar uma ideia simples;
  • É preciso avaliar se o que o grupo domina aquilo que ele está propondo, nessa etapa o papel do assessor não seria ensinar uma linguagem;
  • O educador deve ajudar o grupo a distinguir as partes dos roteiros, e corrigir os erros de escrita;
  • è interessante o educador  trazer para os jovens referências de textos de projetos e planos de ação;
  • Como lidar com erros de português? É preciso ajudar os jovens a aprimorar a expressão escrita, buscando estratégias construtivas. Aproveitar a escrita coletiva como um espaço em que os próprios jovens podem se corrigir.
  • A escrita do projeto é vivida com dificuldade por alguns jovens, porque o texto do projeto é muito técnico. Entretanto, as habilidades desenvolvidas nessa etapa são muito importantes para a vida profissional e formação acadêmica.






Cronograma dos projetos e planos de ação

08/11: Data limite para entrega dos projetos:
21/11: Banca Zona Leste
22/11: Banca Zona Sul
27/11 - 13/12: Reunião com assessorias de Projeto/ Inicio da implementação dos Projetos






                                                         





II Encontro Geral (17/8)


 Pauta
 
Objetivo Geral: Apresentar a Trajetória âncora e a cesta de experimentações; discutir o conceito de experiência e a sua relação com a política de formação do programa.


 Informes
  • Avaliação das formações temáticas – será enviado o link por email com formulário de avaliação. Cada um vai avaliar apenas a formação da qual participou.
  • Cine debate – já foi o primeiro, com a Laís Bodanzky – um educador comentou que gostou de conhecer o lugar e que a conversa com ela foi muito boa. Os próximos serão: 31/08 - "Quem se Importa" (Mara Mourão) e 14/09 - "Quebrando Tabu" – (Fernando Andrade).



Trajetória Âncora

·         Principais aspectos: 
  •       experimentações;
  •       ampliação das relações interpessoais e contatos entre as ONGs;
  •    jovens reagrupados de acordo com interesse e entrada de uma nova pessoa de referência, que é o assessor;
  •   desenvolvimento dos projetos em situações distintas – alguns jovens já estão desenvolvendo suas ideias de projetos , outros não sabem o querem fazer e outros estão entrando no Programa agora! Vamos lidar com três realidades distintas.A expectativa em relação a estes grupos também é diferente.
  •    saímos de discussões mais macros para interesses e linguagens mais especificas, temas mais específicos.

Potencial e desafios da trajetória:


     Os jovens de cada turma estarão passando por experiências diversas, mas na ONG há um grupo. É importante propor estratégias para que os jovens possam compartilhar essas experiências distintas, vivenciadas nas experimentações.
·         Em relação ao vínculo do grupo. As experimentações mudam um pouco a dinâmica dos grupos nas ONGs, podem trazer outros padrões. Como preservar o que estava dando certo? Não perder conquistas é mais importante que querer fixar padrões.
·         É importante conseguir acolher os que estão chegando sem ficar chato, enfadonho e repetitivo para aqueles que já estão no Programa desde o início.
Algumas sugestões foram dadas pelos educadores para o acolhimento de novos jovens, tendo em vista o que já vem acontecendo em algumas turmas: os jovens fizeram a proposta de acolhida dos novos, no caso, pediram para contarem a história do nome. Em outros casos, os jovens tomaram a iniciativa de explicar o Programa para os novos.
·         A estratégia de dividir com o grupo o acolhimento dos novos é bem interessante. É super acertado que a apresentação e acolhimento sejam tocados pelos jovens que já estavam participando do Programa. Foi ressaltado que ao trabalhar com o tema história de vida, é possível lidar com coisas boas ou com coisas ruins, traumáticas, ou muito íntimas, que algumas vezes a pessoa não quer colocar na roda e o educador tem que mediar, para o grupo não ser muito invasivo. Um educador coocou que, uma alternativa é trabalhar com a historia do apelido (no caso do jovem não gostar do seu nome).
A partir da história de vida – os jovens passam a se conhecer mais e percebem melhor suas escolhas. Em pouco tempo a perspectiva se transforma, muitos já falam de intervenção urbana, de coletivo, de pertencer ao bairro. Vontade grande de fazer coisas na região, com pessoas que eles conhecem, na escola, etc.
·         No desenvolvimento dos projetos é importante retomar a trajetória que foi percorrida. Algumas vezes, retomar as atividades ajuda o jovem a costurar os fatos e assim perceber os nexos de seu percurso e de seus interesses.
·         Cartografar um pouco as escolhas. Por quê? O que te leva a escolher isso ou aquilo? O que se quer aprender? É importante ajudar o jovem a entender um pouco melhor a sua curiosidade. Tentar sistematizar essa cartografia para mandar para os assessores, já que estes não conhecem as turmas. 
·         Este mapeamento auxiliará o planejamento do assessor. (Um educador coloca que talvez seja complicado, porque é um levantamento de muita diversidade).
O jovem só consegue justificar no papel se isso for trabalhado antes. De forma que o ajude a fazer uma escolha mais qualificada.

Discussão do texto “Notas sobre a experiência e o saber de experiência”, de Jorge Larrosa.  



A opinião muitas vezes fecha um campo que poderia se abrir mais. A experiência pode fazer surgir uma 3ª ideia, que não é a minha opinião ou a do outro. A experiência também está ligada ao amargo, não é sempre boa.
Tudo é muito corrido! A vida, a formação, o projeto, a dinâmica do tempo ....
Coloca a experiência e o lado sensorial, o que eu experiêncio com o sentido? Isso é muito trabalhado no Jovens Urbanos, tanto na nossa formação tanto nas ações com os jovens.
A experiência é um acúmulo de formação, de vivência. Em relação aos jovens, muitos dos cursos forma para o mercado de trabalho E esta meta à vezes não traz experiência. .
Essa vontade do objetivo, da clareza, de meta, de saber onde se quer chegar, muitas vezes mata a surpresa, o caminho.
Pensando no Programa, é importante termos cuidado em não apenas passar informações. Esquecendo de proporcionar experiência para os jovens. É importante propor/criar essa possibilidade da experiência.
O texto nos estimula a pensar no que há no meio do caminho, entre A e Z. Esse tempo mais moroso, de se fazer com calma e leveza...
 É muito forte a ideia do acúmulo de informação. A gente fica flutuando com o excesso de informação. O acúmulo de informação não é experiência, isso é excesso.
A experiência requer envolvimento! Despertar algo que está até no lado emocional, vai além da informação e da opinião.
Quando colocamos um ponto de interrogação num determinado momento, conseguimos atrair a percepção, o olhar...agora eles (jovens) estão percebendo as diferenças em relação ao curso técnico...abre um leque de possibilidades...eles já estão percebendo a diferença, sem que a gente tenha que ficar explicando, o saber final que ele vai adquirir.
Quanto você para e pensa nas coisas que vivencia? Quanto desse superficial a gente consegue transformar em alguma coisa? Conseguimos transformar em silêncio essa eterna necessidade de fala, de produção?
O aproveitamento do tempo. Há tempos diferentes, na escola o tempo cronológico é cruel. Lá é muito difícil trabalhar com a experiência! No programa a gente tem 4 horas e muitas vezes não consegue aproveitar esse tempo! Cuidado para não reproduzir essa lógica da escola!
Temos tempo para aproveitar o tempo, muitas vezes nos prendemos ao cronológico! Ao tempo corrido.
Uma coisa em relação ao tempo que o programa tem bem forte são os “espaços de passagem”. O tempo de esperar e de pegar o trem, o ônibus...as passagens também podem ser apropriadas, esses espaços que são vetados pela cidade.
O tempo onde a gente vive e o tempo no Programa. O Programa tem marcos temporais, as trajetórias, mas eles são flexíveis e a gestão do tempo quem faz são os educadores. Muitas vezes essa aceleração é a gente que cria, essa cobrança da produção é a gente que cobra...poder fazer essa reflexão é importante. O tempo também é uma dimensão cultural, a gente pode criar isso...comandar um pouco mais o tempo.
Muito rara a oportunidade de ter 4h com os jovens, isso é muito rico! Principalmente quando comparamos com a escola.
A liberdade de experiência proposta pelo texto, suspender a opinião, o juízo, a vontade de automação. Só que as instituições, que regulam a sociedade, não pensam assim! É complicado suspender tanta coisa, como proposto, é quase impossível, com tantas instituições regendo as coisas. Sempre vai haver um temporizador, um cronograma - Coloco esse contraponto.Não acho impossível, mas só seria viável se não estivermos amarrados numa instituição. 
A gente não tem como se libertar das instituições, mas não podemos viver amarrados.
Bom, até mesmo numa aula de 40 minutos, sobram 20 minutos em que se é possível suspender o tempo!
É importante problematizar algumas coisas. Pensar a educação a partir da experiência e do sentido. Construir sentido com os jovens é fundamental. Criar espaço para pensar sobre o que passa, acontece, os toca. Quais são suas impressões? O que perpassa? Produzir sentido, ajudar na construção da trajetória de cada jovem. Estamos nesse mundo, somos assim o tempo todo, o sujeito que não da experiência, assim, fica a pergunta: como podemos, em certo momentos ser um sujeito da experiência?E como podemos criar esta possibilidade dentro do Programa?  Acho interessante pensar o Programa como um lugar de encontro, como um lugar onde é possível ter experiências.
Essa questão de ter que ter opinião sobre tudo! Que coisa impossível! A gente não tem que ter opinião sobre tudo, e tudo bem!
Quando passamos 12h semanais com os jovens, de intensa troca, é fato que não estamos amarrados num currículo fechado, no qual tem que se bater metas, etc. Temos que responder institucionalmente, mas temos também liberdade.
Os jovens todos os dias trazem coisas novas, problemas novos. Os desvios são muito interessantes! Nem que a resposta seja - amanhã agente volta nisso, pois agora não tenho bagagem pra conversar sobre este assunto.
A gente se cobra muito em relação ao produto, esquecemos que o processo de fazer é muito importante.
O momento de experiência é um momento de exposição! Quando suspendemos nosso juízo, o outro não suspendeu o dele! Se expor requer coragem!
Fica uma pergunta pra gente: como podemos proporcionar experiência ao outro? O Programa tem que ser experiência pra gente também!! Quando o encontro é experiência pra mim, há grande chance dele também ser para o jovem! 


Experimentações       

 Distribuição do cronograma e dos releases para as ONGs, apresentação e detalhamento dos próximos passos.
·         Em relação às experimentações:
  • o  Adesão em dois momentos: através dos releases e da apresentação das propostas feitas pelos assessores ou pela equipe do Cenpec.
  • o   As experimentações terão 32 horas.    
  • o Semana Expressão Jovem – serão apresentados os produtos das experimentações e os projetos.
Escolha e adesão às experimentações 

Leitura e discussão do texto “Conto de escolha”, de Carlos Drummond de Andrade
Remeteu a uma música do Belquior – “Não quero lhe falar meu grande amor ...”.  Como sempre temos a tendência a repetir os erros dos nossos pais!
Nem sempre o mais sofisticado é o que de fato te faz feliz. Como no conto, a "gaitinha" pode ser o simples, o que está ao alcance.
Gostei da parte de que todos os brinquedos tinham o problema de não ter as características dos outros. Escolher é sempre abrir mão de alguma coisa. É impossível ter tudo!
O primeiro, que não foi na loja, acha muito simples a escolha e quando vai acaba percebendo que ele também não sabia o que queria. A hora em que a nossa escolha esta em jogo é sempre mais difícil, do que quando julgamos a do outro.
A dificuldade de escolha é muito presente na vida do jovem. A "gaitinha" representa a segurança, o que já é conhecido. Algo que você já sabe, já conhece.
O padrinho está com pressa, pressa do outro decidir. No caso do educador,  também temos pressa sobre a decisão do outro? Como se ajuda uma pessoa a fazer uma boa escolha?
É angustiante!
Nosso papel é de mediar a situação...
O padrinho do texto representa uma visão adulta, né?
O jovem fica muito ansioso em decidir rápido as coisas, nesses aspectos de faculdade, carreira e tal.
Como a gente lida com a escolha do outro?
Quando as meninas tem como objetivo na vida, casar logo e ter filhos, isso bate um pouco na gente, né? Mas é a escolha delas! Não é porque eu quis adiar o máximo possível que seja também uma escolha válida para todas.
Como eu lido com a escolha do outro? Como essa escolha me afeta?Como potencializo a capacidade de escolha do outro?
O movimento de desencorajar o outro, muitas vezes é algo comum! Pais, professores, educadores fazem isso.
Aí a pessoa fica meio sem ação, na hora de realizar, não sai nada, porque é sempre desencorajado...
Tempo de amadurecer a ideia e poder publicá-la. Torná-la pública!
Tem que casar? Tem que fazer faculdade?  Um dia você tem que encontrar o amor da sua vida! Será?
Universidade, antes era um privilégio, agora é uma obrigação. Tem tantas imposições, né?
Como é a forma de aprendermos a fazer escolhas? Escolhendo! Exercitando!
Tem as escolhas que são da sociedade. Por exemplo, no cardápio tem fotografia, teatro e ETEC. Muitas vezes ele quer teatro, mas escolhe ETEC, pois acredita que é melhor, pois o ajuda a entrar no mercado de trabalho.Há uma certa “imposição” da sociedade e isto afeta as escolhas.
A gente tem que se controlar em relação às escolhas. Temos que saber trabalhar as consequências da escolha.
Você é livre para escolher, mas não é livre das consequências das suas escolhas.
Chamamos de experimentação e não de oficina para remeter à ideia da experiência, mesmo! De experimentar uma escolha, um interesse em uma linguagem/área.
Ajudá-los a escolher mais acertadamente é importante. Como mediadores precisamos reforçar que as escolhas podem mudar, elas não são eternas. Dai a importância de experimentar, de testar, de se colocar em movimento.Por outro lado, podemos ajudá-los a fazer escolhas mais acertamos, que condizem mais com seus interessas, habilidades, desejos..
A frustração também é importante na vida, mostra que a gente se arriscou. É daí que vem o aprendizado, as paixões.
De repente tem uma escolha de um jovem que representa uma questão para o educador. É bom lembrar que os planos são traçados de forma pessoal, as pessoas importantes da nossa vida são aquelas que nos mostram os mapas, as possibilidades, não necessariamente o caminho. Quando vamos para uma escolha que é do outro, não entendemos o que estamos fazendo.
Escolher é sempre critico, e por isso envolve angustia, frustração, expectativa nos jovens.. E a gente também fica angustiado por compartilhar este momento com eles!
Fazer uma leitura das motivações daquele jovem para as escolhas.
Quem influencia na escolha? Os pais, os amigos, a família, o educador? Precisamos dar oportunidade para o jovem se expressar e falar sobre seus interesses, dúvidas, expectativas...
Existem outras possibilidades na vida que ocorrem fora do trabalho. A fonte de criação, muitas vezes não acontece na hora do emprego. Nessa fase é importante mostrar que as escolhas não precisam ser tão pragmáticas, não precisam necessariamente estar coladas no trabalho e no ganho de vida. Nada vai agradar para sempre e nada deve ser escolhido para sempre. Os espaços de ócio tendem a ser vistos como espaços inúteis. Mas tudo bem experimentar alguma coisa que não tem um fim pragmático!
Várias educadores comentaram suas histórias sobre as escolhas... Muitos do grupo fizeram ETEC e trouxeram contribuições interessantes, que relativam a questão de que curso técnico é ruim e que tem como foco somente a “preparação de mão de obra”. As opções não são boas e ruins em sim, mas dependem do que esperamos quando escolhemos, de quais são nossas intenções ao fazer A ou B.
Exercício de escolha com os educadores com o release das experimentações
Apresentação das formas de utilizar o material – pastinhas que se desmontam e podem ser usadas pelo educador de diferentes maneiras.
Comanda: Olhar os projetos e o cardápio de experimentações – quais questões aparecem nessa escolha? Compartilhar por região.






Duvidas e considerações colocadas pelo grupo:
  • Jd. ângela - foram feitas considerações em relação à cesta, sobretudo ao assessor Silvio Ayala (Paula - AMZOL)
  • Cidade Ademar - As experimentações Foto e grafia / fotografia de quintal / e Grafite e imagem / grafite de arte estêncil foram consideradas muito parecedas, apesar de terem produtos diferentes.
  • Por que não puderam integrar a cesta assessores locais? (Tatiana - Amzol)
  
Esclarecimentos:

  • O programa só conseguiu fechar o modelo de experimentação no ultimo encontro regional. Tivemos 20 dias para organizar essa cesta. Neste sentido, ela é um reflexo das possibilidades da equipe técnica e da 7ª edição.
  • Foram montados critérios e apresentados no Comitê Executivo, tais como: o assessor já ter participado do Programa e possuir empresa e conta jurídica em seu no nome.  
  • A distribuição dos jovens nas turmas será feita na base da conversa e divisão de grupos durante o encontro de apresentação das experimentações. Os releases ajudarão os jovens fazerem a primeira adesão, que não é a definitiva, pois depois o jovem confirmará a sua escolha na apresentação das experimentações.
  • O jovem escolhe 3 opções porque pode não ter vaga para todos em algumas experimentações.
  • Na conversa com o assessor o jovem pode refazer a escolha e justificar.
  • A ficha de adesão será recolhida e a escolha que vai valer é a feita após a apresentação das experimentações.
  • A adesão também é um mapa das expectativas do jovens. Dependendo das adesões é possível mudar um pouco as opções de experimentações.
  • É importante que ele saiba que a primeira opção pode não acontecer.
  • Também se deve ficar atendo ao local que ocorrerá a experimentação, pois muitas vezes o jovem não sabe chegar ao local e isto atrapalha a sua particpação.
  • A equipe técnica do Programa enviará para as ONGs os projetos que os assessores encaminharam, para consulta dos jovens e educadores no momento da adesão. 
Avaliação e fechamento do encontro